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Para mim uma exposição é uma celebração, um encontro final entre as partes que foram sendo construídas, para exactamente formarem uma unidade aberta a quem a queira experienciar. Tenho trabalhado sempre relacionando texto e imagem. É assim que para mim se forma o sentido. Nem só imagem, nem só palavra. Por isto, sinto necessidade de dar a conhecer as palavras que acompanharam as exposições agora com presença virtual, no espaço GALERIA do site www.quartodejade.com

Os peixes beijadores, técnica mista sobre madeira, 170 x 100, Martinho Wo
É decerto uma oportunidade para pensar acerca do que tenho vindo a fazer, um balanço que talvez ajude a clarificar a casmurrice que me tem mantido neste querer volta e meia concretizar uma exposição. Exemplo desta necessidade foi a Colecção particular de A. Nesta exposição de 2006, na Galeria Monumental, reuni as minhas dúvidas e trabalhos, sob a questão de identidade, herança histórica-cultural, herança afectiva e finalmente genética. Como enredo a suportar a suposta colecção, segue o texto que então acompanhava a exposição e que abre o livro, Colecção Particular de A, lançado na inauguração.
Estava assim aberto o espaço, para apresentar as obras dos artistas ficcionados, Joséf Papirousa (1909-1930), Marie Thérèse (1921-1949), Wundart-1984), J.M. Walker (-1993), Denise Asbrock (-1998), Martinho Wo (-2000), Francesco Caporesi (-1972) e Maurice Jerôme Wallé (-1978). Através das pequenas biografias que acompanham as obras de cada autor, somam-se diferentes partes do corpo representado pela Colecção. E assim acrescento uma das Introduções: que A escrevera:


(continua)
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