Maria João Worm


Peregrino
16 Agosto 2011, 6:36 pm
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No pensamento também existem ruas, atalhos e avenidas. Todos percorremos essas vias. Uns mais depressa que outros. Há quem se detenha no pormenor e quem vá distraídamente até chegar. Outros vendo o que a cada instante se mostra e perpetua passam dizendo: reconhecer. Rápidamente ou devagar chega-se à estação terminal.

Existe um mapa universal que se traça, de cada vez que daqui se parte e ali se fica. Por entanto há diferenças, dores de pernas e acumular de tempo. Trovoadas. Trombos surdos sem trovão. Varizes de vontades várias que circulam. Rasgos que no céu do corpo ficam marcados.

Mapas que percorrem mapas. Céus abertos. Exploradores que caminham carregando o peso distraído do passar do tempo e que páram ocasionalmente nas nascentes, intuitivamente por terem sede. Mais forte é a continuação que pertence ao que está para lá do mapa. E assim se encandeiam no desenrolar da estrada. Por vezes cantam, e nisso cantar é completo, porque nele se ouve o que se chora e se dá o maior que se consegue. Esforço que por ocupar tanto, limpa a peste que nos quer a cada passo que se expira. Assim peregrinos, bem hajam!

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