Maria João Worm


A fonte das palavras
29 Dezembro 2012, 2:11 am
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A Prof. Maria Willing Veríssimo escreveu-me e não tendo outra forma de publicar o que de certo modo é uma carta aberta a quem estiver interessado na divulgação da essência do que está na base do Project Fountain, passo a transcrever neste blog parte da carta:

(…) Gostaria de tornar público em Portugal o meu agrado por este projecto que faria uma ponte entre duas linguas diferentes atravessando o Atlântico, que não acontecendo através do extinto IPDA, pôde ser parcialmente editado a acompanhar a exposição A Fonte das Palavras.

Lamento que em Portugal os espaços ligados à divulgação cultural fechem.

A meu ver, e na experiência que tenho, mesmo que seja ligada à Universidade, a cultura não existe para dar lucro igual ao investimento, quando se fala de dinheiro.O que resulta do gesto de um mecenato por vezes generoso, é o ainda maior retorno de facultar acesso a uma consciência.

Em nome das pessoas carenciadas esta é uma acção que pode ser transfomadora, porque ao se dar faz pensar, faz eventualmente querer saber mais. Faz avançar individualmente e conjuntamente pessoas. O que complementa a perspectiva da bolsa que oscila tendenciosamente, deixando-se comprar e vender.

Mais acrescento, e mais uma vez relembro que o projecto parte de uma Universidade. Que para muitos pode ser tida como uma incubadora de ideias e ou como um aviário de empregos para perpétuar o mundo como o conhecemos.

O que me interessou neste projecto foi tornar possível que alguém ainda possa trabalhar a sua vocação, sem ter de se subjugar a poderes políticos para fazer o seu trabalho.

Não existem aqui critérios elitistas de classificação. Aliás  contrariamos o “conhecimento” no que ele tem de mais arruinador. Evitámos as citações e a desresponsabilização de se descansar no possível degree de cada participante.

Se isto é política, sinceramente acho que está acima do funcionalismo político.

Tentámos dar oportunidades à transformação por meio de novas visões e ideias, dar oportunidade à  existência do momento de falhar. Se o próprio o achar,  e sobretudo se nesse erro aprendermos com isso, ou não.

Aqui em Boston, quando lançámos o número que reúne todos os poemas deste projecto, às entidades que nos apoiaram, juntaram-se outras, de catering, para se fazer uma festa que segundo o Mayer e algum staff nos fizeram crer seria do nosso inteiro interesse pois chamaria outro público.  Uma festa, segundo eles, que promoveria, sem igual, os poetas.

Optei por dispensar a linguiça, o pastel de nata e as bebidas espirituosas.

Não tendo nada contra a Feira Popular, pareceu-me integro apenas ficar com as pessoas verdadeiramente interessadas.

Não se tratava de uma festa, mas sim de uma publicação séria, como todos os trabalhos o deveriam ser.

Espero que em Portugal tenha corrido de diferente modo.

Sincerely,

Maria Willing Veríssimo

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