Maria João Worm


Demoiselle d’Avion
3 Maio 2014, 9:25 am
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par_coeur

 

Onde tu és eu morro. Assim como delicadamente sabemos sonhar.

Nunca é uma palavra demasiado grande mas usamo-la como tantas outras.

O que fazemos das palavras é usá-las.

Não sei se alguma vez me ensinei a digerir o tempo, a subsistir à capacidade de calendarizar.

Escrever pode entreter a dor mas eu não tenho uma ambição tão grande.

Se cultura é prazer em desconversar ou ligação umbilical do intelecto;

Não desfaz a condição de nados mortos como irmãos.

E se civilização se deixa definir na capacidade de encontrar beleza na dor.

Percebo que quem reza, impede assim, que nasça outro poema.

 

Adriane Dédeche, Pacotilha Desencantada, 1956 edições Trouvable

 

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