Maria João Worm


É na solidão que reconhecemos o que nos foi dado por outros.
6 Junho 2015, 5:33 pm
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criança4

 

Impressiona-me que tudo se queime em azul. Azul é a cor da sombra, da matéria exposta. A ilusão do céu cientifico, um filtro, a aparência.

Dentro das veias azuladas passa o sangue vermelho. Assim é estar vivo. O que fabricamos não está vivo, por isso sujeita-se a ser queimado pelo sol. Assim o trabalho rasga-se, denuncia-se, por ser tecido.

Pressão, impressão, expressão. Calcar, calcanhar: movimento e peso. Corpo, vida. Grafia, fotografia. É impressionante existir. Conversamos pela ciência da luz que regista a descrição da superfície de uma imagem. Na consciência do corpo vivo e sensível vai-se gravando a passagem do tempo.

A tosse é a rejeição do excesso. Cada corpo contém a medida certa do seu ir sendo, é demasiado simples. Há uma necessidade e uma idade. Gesto e gestualidade. Conversa, comunicação.

Existir é não ser preciso dizer que se está vivo. Mas conhecer é sair do lugar de estar agora aqui: viajar, desejo de arabesco, circo, confronto.

Heraclito e Parménides. Entre os dois um rio.

 

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